Paciente com depressão obtém habeas corpus para o cultivo de maconha no Piauí

Educador físico de 26 anos sofre da condição desde os 15 anos, com episódios de ansiedade, desânimo e insônia, e já utilizou diversas drogas farmacêuticas, sem resultado. As informações são do G1

Via Smoke Buddies

Um jovem de 26 anos, que sofre de depressão, conseguiu na Justiça a permissão para cultivar maconha, extrair da planta o óleo artesanal e usar os buds para vaporização, com fins exclusivamente medicinais. Não é a primeira vez que o cultivo da planta é autorizado para um paciente com depressão.

A liberação veio por um habeas corpus preventivo, como um salvo-conduto, para que as autoridades se abstenham de prender o jovem em razão de ele importar as sementes, cultivar a planta ou fabricar o óleo.

O advogado do paciente, Weslley de Carvalho, contou que o jovem é educador físico e sofre de depressão desde os 15 anos, com episódios de ansiedade, desânimo, insônia e instabilidade emocional, que o teriam levado a irritabilidade e perda de peso.

Segundo a defesa, o paciente utilizou diversos medicamentos para combater a doença, mas não teve resultado. O uso dos remédios teria trazido efeitos adversos, como tontura, sonolência diurna e insônia noturna.

A Justiça definiu ainda, atendendo a um pedido da defesa do paciente, que ele envie amostras das plantas que venham a ser cultivadas por ele para análise laboratorial. Segundo o advogado do educador físico, o material deve ser enviado para o Departamento de Química da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Paraíba na vanguarda

Difundir informações e incentivar pesquisas científicas com a cannabis medicinal. Esses são os objetivos do PL 1920/2020, de autoria da deputada Estela Bezerra (PSB), aprovado pela Comissão de Saúde, Saneamento, Assistência Social, Segurança Alimentar e Nutricional da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

O projeto ainda prevê o apoio e suporte técnico institucional para pacientes que utilizam a cannabis, além da produção de pesquisas científicas direcionadas aos casos autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Foto de capa: Crystalweed | Unsplash.

México publica regulamento sobre a maconha medicinal, criando novo mercado

O regulamento estabelece, entre outras, regras para o plantio de cannabis, o que permitiria às empresas cultivar a planta legalmente em solo mexicano. As informações são da Reuters

Via Smoke Buddies

O ministério da saúde do México publicou nesta terça-feira (12) regras para regular o uso de cannabis medicinal, um passo importante em uma reforma mais ampla para criar o maior mercado legal de cannabis do mundo no país latino-americano.

O novo regulamento foi assinado pelo presidente Andrés Manuel López Obrador e agora permitirá que as empresas farmacêuticas comecem a fazer pesquisas médicas sobre produtos de cannabis.

A reforma da cannabis em andamento inclui o uso adulto da maconha e criará o que seria o maior mercado nacional de cannabis do mundo em termos de população.

As novas regras medicinais estabelecem que as empresas estatais que desejam realizar pesquisas devem obter permissão do regulador de saúde mexicano, COFEPRIS, e que a pesquisa deve ser realizada em laboratórios estritamente controlados e independentes.

O regulamento também estabelece regras para a semeadura, cultivo e colheita de cannabis para fins medicinais, o que permitiria às empresas cultivar maconha legalmente em solo mexicano.

Empresas estrangeiras de maconha do Canadá e dos Estados Unidos têm olhado para o México com interesse. Muitos atrasaram a tomada de decisões de investimento devido à incerteza da política e aguardavam a publicação do regulamento final.

Os legisladores mexicanos também estão nos estágios finais da legalização do uso adulto da maconha, com o projeto de lei sendo aprovado no próximo período do Congresso.

O regulamento vem vários anos depois que a Suprema Corte do México decidiu que os legisladores devem legalizar o uso de cannabis.

A legislação marca uma grande mudança em um país atormentado por anos pela violência entre cartéis de drogas rivais, que há muito ganham milhões de dólares cultivando maconha ilegalmente e contrabandeando-a para os Estados Unidos.