Governo de MS autoriza repasse de dinheiro a pacientes que necessitem de canabidiol

Resolução da Secretaria de Estado da Saúde prevê depósito judicial para que o paciente adquira diretamente o produto. As informações são do Midiamax

Via Smoke Buddies

O governo de Mato Grosso do Sul vai liberar, independentemente do valor, dinheiro a pacientes que obtiverem na Justiça direito ao fornecimento de medicamentos à base de canabidiol — um dos princípios ativos extraídos da maconha.

A liberação está prevista na Resolução nº 019/SES/MS, publicada na sexta-feira (19) em edição extra do DOE (Diário Oficial do Estado).

Assinada pelo secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende (PSDB), ela altera o artigo 1º da Resolução nº 009/SES/MS, publicada em março de 2018.

Com a atualização, pacientes beneficiados por decisões judiciais passam a receber em dinheiro os valores de seus medicamentos, até o limite de R$ 5 mil.

Liberação da Anvisa

Na primeira vez em que a resolução da SES foi publicada, o teto para repasse aos pacientes era de R$ 1 mil. No ano seguinte, 2019, subiu para R$ 3 mil. E agora vai até R$ 5 mil.

A medida é justificada pela dificuldade de encontrar fornecedores para pequenas quantidades e o grande volume de processos de compra que as decisões geram para o Estado.

Mas, além dessa alteração de valor, o texto do DOE trouxe a inclusão do repasse, nos casos de determinações judiciais, “para fornecimento de medicamentos importados à base de canabidiol, independentemente do valor da despesa”.

A inclusão é feita após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizar a fabricação e venda de medicamentos à base de cannabis, a planta de onde se extrai o canabidiol. A autorização entrou em vigor em março do ano passado.

Canabidiol será vendido sem receita nas farmácias australianas

O canabinoide estará disponível apenas para adultos em doses não superiores a 150 mg por dia. As informações são do 7News

Via Smoke Buddies

Uma substância química extraída da cannabis usada para tratar uma série de problemas de saúde, incluindo dor e insônia, poderá ser comprada sem receita pela primeira vez na Austrália a partir de segunda-feira.

O canabidiol, comumente conhecido como CBD, estará disponível nas farmácias a partir de 1º de fevereiro, após a Administração de Bens Terapêuticos (TGA) aprovar sua venda no mês passado.

Ele estará disponível apenas para adultos em doses não superiores a 150 miligramas por dia.

Mas nenhuma receita é necessária para o produto, que virá principalmente na forma de óleo.

A TGA observou que o CBD “raramente está associado a eventos adversos graves e que os eventos adversos não graves parecem significativamente reduzidos em dosagens mais baixas”, de acordo com estudos.

CBD em baixa dosagem pode reduzir uma infinidade de problemas

“A pesquisa clínica mostrou que o CBD em baixas doses pode reduzir uma infinidade de problemas, como ansiedade, insônia, transtorno de estresse pós-traumático e dor crônica refratária”, disse o Cannabis Doctors Australia em um comunicado nessa sexta-feira.

“Com sua ampla janela terapêutica, o CBD de baixa dosagem demonstrou ter benefícios em pacientes pediátricos e adultos”.

A maior parte do CBD que estará disponível sem receita será tomada por via oral, disse o grupo, que recomenda que os usuários comam algo com gordura ao tomá-lo.

“Como o CBD é lipofílico, o que significa que tem afinidade com a gordura, pode ser muito útil comer algo com gordura ao administrar o CBD, para que seu corpo o absorva em uma taxa mais elevada, tornando-o mais eficaz”, segundo o CDA.

O grupo disse que os efeitos colaterais podem incluir náusea, boca seca e diarreia.

“Esses efeitos colaterais são possíveis, não prováveis ​​e geralmente se resolvem automaticamente depois que seu corpo se acostuma a tomar um produto com CBD”, disse o grupo.

“É por isso que é recomendado tomar óleo de CBD com alimentos”.

Efeito antibiótico do canabidiol também é eficaz contra superbactérias, diz estudo

Pesquisa realizada pela Universidade de Queensland mostrou que o canabidiol foi amplamente eficaz contra um número muito maior de bactérias do que anteriormente conhecido

Via Smoke Buddies

O canabidiol sintético, mais conhecido como CBD, demonstrou pela primeira vez matar as bactérias responsáveis ​​pela gonorreia, meningite e doença do legionário.

A colaboração de pesquisa entre a Universidade de Queensland (Austrália) e a Botanix Pharmaceuticals pode levar à primeira nova classe de antibióticos para bactérias resistentes em 60 anos.

professor associado do Instituto de Biociência Molecular da UQ, Mark Blaskovich, disse que o CBD — um dos principais componentes da cannabis — pode penetrar e matar uma ampla gama de bactérias, incluindo Neisseria gonorrhoeae, que causa a gonorreia.

“Esta é a primeira vez que o CBD demonstrou matar alguns tipos de bactérias gram-negativas. Essas bactérias têm uma membrana externa extra, uma linha adicional de defesa que torna mais difícil a penetração dos antibióticos”, disse Blaskovich.

Na Austrália, a gonorreia é a segunda infecção sexualmente transmissível mais comum e não há mais um único antibiótico confiável para tratá-la por que a bactéria é particularmente boa em desenvolver resistência.

O estudo também mostrou que o CBD foi amplamente eficaz contra um número muito maior de bactérias gram-positivas do que anteriormente conhecido, incluindo patógenos resistentes a antibióticos, como MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina) ou “estafilococo dourado”.

O Dr. Blaskovich disse que o canabidiol é particularmente bom em quebrar biofilmes — o acúmulo viscoso de bactérias, como a placa dentária na superfície dos dentes — que ajudam bactérias como o MRSA a sobreviver a tratamentos com antibióticos.

A equipe do Dr. Blaskovich no Centro de Soluções para Superbugs imitou um tratamento de paciente de duas semanas em modelos de laboratório para ver o quão rápido a bactéria sofreu mutação para tentar superar o poder de matar do CBD.

O canabidiol mostrou uma baixa tendência de causar resistência em bactérias, mesmo quando aceleramos o desenvolvimento potencial aumentando as concentrações do antibiótico durante o ‘tratamento’.

Achamos que o canabidiol mata as bactérias ao estourar suas membranas celulares externas, mas ainda não sabemos exatamente como ele faz isso e precisamos fazer mais pesquisas.”

A equipe de pesquisa também descobriu que análogos químicos — criados por uma ligeira mudança na estrutura molecular do CBD — também eram ativos contra as bactérias.

“Isso é particularmente empolgante porque não houve novas classes moleculares de antibióticos para infecções gram-negativas descobertas e aprovadas desde a década de 1960, e agora podemos considerar a criação de novos análogos do CBD dentro de propriedades aprimoradas”.

Vince Ippolito, presidente e executive chairman do Botanix, disse que a pesquisa mostrou um vasto potencial para o desenvolvimento de tratamentos eficazes para combater a crescente ameaça global da resistência aos antibióticos.

“Parabéns ao Dr. Blaskovich e sua equipe por produzir este significativo corpo de pesquisa — os dados publicados estabelecem claramente o potencial dos canabinoides sintéticos como antimicrobianos”, disse o Sr. Ippolito.

“Nossa empresa agora está preparada para comercializar tratamentos antimicrobianos viáveis ​​que esperamos que cheguem a mais pacientes em um futuro próximo. Este é um grande avanço que o mundo precisa agora.”

O Dr. Blaskovich disse que a colaboração com a Botanix acelerou a pesquisa, com a empresa contribuindo com conhecimentos de formulação que levaram à descoberta de que a forma como o canabidiol é entregue faz uma enorme diferença em sua eficácia em matar bactérias.

A colaboração permitiu que a Botanix progredisse os ensaios clínicos de uma formulação tópica de CBD para descolonização de MRSA antes da cirurgia.

“Os resultados clínicos da Fase 2a são esperados no início deste ano e esperamos que isso abra caminho para os tratamentos para gonorreia, meningite e doença do legionário.

Agora que estabelecemos que o canabidiol é eficaz contra essas bactérias gram-negativas, estamos examinando seu modo de ação, melhorando sua atividade e encontrando outras moléculas semelhantes para abrir o caminho para uma nova classe de antibióticos”.

Esta pesquisa foi publicada na Communications Biology.

Defensoria Pública do RS consegue liberação de remédio à base de CBD para paciente epilética

Os laudos médicos anexados na ação judicial demonstram que o uso do medicamento é indispensável para a melhora da paciente. As informações são da Ascom DPE

Via Smoke Buddies

A Defensoria Pública Regional de Itaqui, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, obteve uma decisão favorável na Justiça para que o Estado e o Município forneçam o medicamento Canabidiol Prati-Donaduzzi 200 mg/ml a uma adolescente de 16 anos que sofre de epilepsia e outras comorbidades psiquiátricas. O canabidiol é uma substância extraída da planta da maconha e tem o uso medicinal no Brasil aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os laudos médicos anexados na ação da Defensoria demonstram que o uso do medicamento é indispensável para a melhora da paciente. No entanto, por se tratar de uma adolescente vulnerável, ela não teria condições financeiras de adquirir o remédio, que custa cerca de R$ 6,1 mil mensais.

A defensora pública Patrícia Conde Buzatto destacou, ainda, o caráter de urgência, já que o não uso da medicação colocaria em risco a vida da menina.

Ao analisar o pedido, o juiz Luciano Bertolazi Gauer determinou que sejam fornecidos “gratuitamente à parte autora, no prazo de 5 dias, os medicamentos descritos na inicial, conforme atestado e receituário médico juntado aos autos, mediante envio diretamente à Secretaria de Saúde do Município em que reside a parte autora, ou então o valor correspondente, sob pena de bloqueio da quantia necessária para aquisição”.

Para a defensora pública, a decisão proporcionará uma melhor qualidade de vida para a adolescente.

“Essa decisão tem dois reflexos extremamente positivos. O reflexo direto para essa adolescente, que vai poder buscar uma vida um pouco melhor, sem convulsionar com tanta frequência. E também o reflexo na vida do defensor público, pois você vê que o seu trabalho está fazendo, de fato, a diferença para pessoas menos favorecidas, que vivem em situações de extrema vulnerabilidade. Isso demonstra o quanto é importante a nossa profissão e como ela é necessária na vida das pessoas”, comentou Patrícia.

Garota portadora de epilepsia aguarda há três meses que estado forneça canabidiol na Bahia

Estado não cumpre ordem judicial e mãe teme que o quadro de saúde da filha piore sem o uso do CBD. Um frasco de 30 ml do medicamento custa R$ 2.500 e a família não tem condições de comprar

Fonte: Smoke Buddies

Thayne Vitória, de 11 anos, moradora de Feira de Santana, na Bahia, aos 11 meses de vida começou a apresentar crises convulsivas, mas, mesmo com este problema de saúde, teve um bom desenvolvimento até os cinco anos de idade, quando foi diagnosticada com epilepsia.

Aos seis anos, a garota teve seu primeiro internamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após entrar em mal convulsivo, e ficou dois meses hospitalizada, segundo informou o site Correio da Cidade.

Thayne deitada e abraçada com sua boneca. Foto: acervo pessoal.

Aos 9 anos de idade o seu quadro de saúde se agravou muito e ela foi diagnosticada com epilepsia refratária.

Talita da Conceição Ribeiro, de 26 anos, mãe da menina, conta que a filha se alimentava, andava, brincava, tinha um desenvolvimento normal, diante dos problemas de saúde, mas em 2018 voltou a passar por um longo internamento e teve uma grande perda motora.

Hoje ela respira através da ventilação mecânica, tem traqueostomia e se alimenta por sonda (gastrostomia). Ela tem o home care e os cuidados em casa através do Serviço Único de Saúde (SUS) e o estado fornece os medicamentos e os materiais de uso necessário”, afirmou.

Canabidiol

Talita relatou que Thayne passou a usar o canabidiol em fevereiro, depois da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e os avanços no tratamento foram enormes. Ela avalia que a filha teve uma resposta muito boa ao uso do medicamento, apresentou grande melhora na parte motora e inclusive voltou a sorrir.

Inicialmente a família comprava o canabidiol, mas depois não teve mais condições. Talita, que tem mais dois filhos menores, fez rifas e alguns bicos de maquiadora para conseguir o dinheiro, além de vaquinha on-line, mas, ainda assim, o preço do medicamento é caro: um frasco de 30 ml, que dura apenas 8 dias, tem o custo de R$ 2.500.

“Moramos em uma casa cedida por minha tia. Me viro fazendo alguns trabalhos de cabeleireira, maquiadora e me divido entre os cuidados com ela. Entrei com o processo na justiça através da Defensoria Pública, há três meses, e o juiz decretou que o estado ou o município teriam que arcar com o medicamento. No final de setembro, o município informou que não poderia arcar com a medicação e eu deveria aguardar o estado. No entanto, até hoje, não tive resposta”, comentou.

Enquanto o estado não cumpre a decisão judicial, Talita teme que o quadro de saúde da filha piore sem o uso do canabidiol. Quando a família consegue arrecadar recursos, compra o medicamento que é importado pela FarmaUsa e atualmente demora 30 dias para chegar.

Com a pandemia de Covid-19, a situação financeira apertou ainda mais, e as doações da vaquinha e as vendas das rifas caíram bastante. Talita apela ao Estado que forneça o medicamento e espera que a filha possa ter novos avanços em sua recuperação.

O endereço da vaquinha on-line para ajudar Thayne é http://www.vakinha.com.br/vaquinha/uma-cadeira-de-banho-para-thayne 

Quem tiver interesse em assinar as rifas feitas pela mãe de Thayne ou ajudá-la, o telefone para contato é (75) 98157-5283.