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Deputados italianos discutem lei que permite o cultivo caseiro de cannabis para uso pessoal

Proposta que visa legalizar o cultivo doméstico de até quatro plantas de maconha poderá ser aprovada nesta semana por comissão do Parlamento italiano. Informações da Agenzia Italia

Via Smoke Buddies

Roma, Itália — Depois de mais de um ano, entre audiências e novos projetos de lei apresentados, o texto básico sobre a cannabis está pronto. Composto por cinco artigos, o dispositivo visa modificar o texto consolidado das leis sobre a disciplina de entorpecentes e substâncias psicotrópicas, prevenção, tratamento e reabilitação dos respectivos estados de toxicodependência, a que se refere o decreto do Presidente da República nº 309, de 9 de outubro de 1990, relativo ao cultivo, comercialização e consumo de cannabis e seus derivados.

Apresentado pelo relator e presidente da Comissão de Justiça, o pentastellato Mario Perantoni, o texto poderá ser aprovado pela comissão nesta semana e posteriormente proceder à fixação do prazo para a apresentação das emendas. O documento é resultado da mediação entre as várias posições da maioria e representa uma síntese dos três projetos de lei apresentados de 2019 até hoje (um assinado pelo radical Riccardo Magi, outro assinado por Caterina Licatini do M5S e por fim o texto assinado pelo líder da Liga Riccardo Molinari).

Entre as inovações mais importantes, a não punição do cultivo doméstico para uso pessoal. Em essência, o projeto legaliza o cultivo pessoal de pequenas quantidades, igual a “quatro plantas fêmeas de cannabis”, e aumenta a pena para quem comete um crime contra menores. Além disso, os chamados “fatos menores” são descriminalizados, aplicando-se uma distinção entre os tipos de entorpecentes, e não há mais prisão, mas sim a possibilidade de realização de serviços de utilidade pública. Finalmente, as infrações administrativas são eliminadas.

“Propus um texto básico para a modificação do texto único das leis sobre a disciplina de drogas, permitindo o cultivo pessoal de pequenas quantidades, iguais a ‘quatro plantas fêmeas de cannabis’, e exacerbando o combate ao tráfico de drogas. Mais uma vez estamos na presença de um dispositivo que incorpora a orientação clara da Corte de Cassação e que visa colocar o parlamento e a sociedade no mesmo ritmo”, explica Perantoni, que acrescenta: “Acompanhando os pedidos que manifestam preocupação com a disseminação da venda, algumas penas são aumentadas e quem vende drogas a menores ou perto de escolas é severamente punido”.

“Podemos fazer um trabalho rápido, nesta semana voltaremos a discutir em sessão da comissão para depois fixar a data de aprovação do texto: espero que o texto tenha um caminho tranquilo”, é a esperança do relator. “É certamente um fato positivo, um passo em frente” através de um texto que “é um bom ponto de partida”, comenta à AGI Riccardo Magi, deputado do +Europe, que sempre esteve na vanguarda da batalha pela legalização da cannabis para combater o crime e agir frente a superlotação das prisões.

Leia mais: EUA: senadores democratas lançam projeto de lei para acabar com a proibição da maconha

Imagem de capa: Michele Bitetto / Unsplash.

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